A Academia Municipal Carlos Gregório de Melo recebeu novo investimento em equipamentos em valor superior a R$ 100 mil.
Com recursos da arrecadação própria, a Prefeitura de Upanema investiu exatamente de R$ 103.976,00 em novos equipamentos e acessórios de musculação, incluindo cadeiras extensoras e flexoras anilhadas; desenvolvimento de ombros articulado profissional anilhado; banco regulável para musculação reclinável; e peitoral dorsal fly voador.
O pacote de melhorias inclui também o emborrachado do espaço público de prática da musculação.
A Academia Municipal funciona de segunda a sexta-feira, nos três períodos.
O Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do Estado do Rio Grande do Norte (Sinai-RN) e o Sindicato dos Agentes Socioeducativos do Estado do Rio Grande do Norte (Sindasern) convocam os trabalhadores da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Norte (Fundase/RN) para uma assembleia nesta terça-feira (11), às 9h30, em frente à Governadoria, no Centro Administrativo, em Natal.
A mobilização reunirá servidores para discutir demandas da categoria e definir os próximos encaminhamentos.
As pautas são as seguites:
Pauta da assembleia: auxílio-alimentação; auxílio-fardamento; promoções; indicativo de greve; informes; encaminhamentos e deliberações da categoria.
O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) expediu recomendação para reforçar o dever de neutralidade política das forças de segurança públicas federais e estaduais que atuarão no período eleitoral de 2026 no Rio Grande do Norte. A medida tem caráter preventivo e busca evitar o uso da estrutura estatal em benefício de candidaturas.
A recomendação alerta que policiais e demais agentes de segurança não podem permitir a participação de candidatos ou agentes políticos em operações e diligências para fins de promoção eleitoral. Também enfatiza a proibição do uso de viaturas, fardamentos, equipamentos e da imagem institucional das corporações para favorecer candidaturas ou legendas.
As corporações devem, ainda, divulgar as orientações internamente, reforçar a fiscalização pelas corregedorias e registrar contatos institucionais com candidatos ou representantes partidários durante o período eleitoral.
O documento foi encaminhado à Polícia Federal, à Polícia Rodoviária Federal, à Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), à Polícia Militar, à Polícia Civil, ao Corpo de Bombeiros Militar e aos comandos das forças federais e de cooperação no Rio Grande do Norte que atuarão durante a campanha e nos dias de votação.
Segundo o procurador regional eleitoral, Fernando Rocha, a atuação das forças de segurança deve observar os princípios constitucionais da legalidade, da impessoalidade e da neutralidade. “As forças policiais são instituições de Estado e não de governo, devendo manter absoluta neutralidade político-ideológica, não podendo o aparato repressor servir para proteger ou promover determinado grupo ou perseguir outros”.
MP Eleitoral – O Ministério Público Eleitoral é formado por integrantes do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público estadual. A Procuradoria Regional Eleitoral, por meio do MPF, atua perante o Tribunal Regional Eleitoral do RN e coordena a atuação eleitoral no estado. Já os promotores de Justiça do MPRN são designados para atuar como promotores eleitorais perante os juízes e as zonas eleitorais dos municípios
A sensação que senti ao final do debate entre os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte foi de um vazio profundo.
Durante duas horas, o máximo que o eleitor viu foram os podres uns dos outros sendo requentados e embalados como novidades para reaquecer a memória do eleitor mais desatento ao que acontece na política.
Isso não acontece por falta do que propor ou por incapacidade dos candidatos. A questão aqui não é essa.
O debate estava na TV tradicional, a Band RN, mas o foco era nas redes sociais. O mais importante era dialogar com a economia da atenção e, para isso, era preciso “lacrar” para lucrar nas intenções de voto nas pesquisas.
O grande momento do debate neste quesito foi o franco-atirador Robério Paulino (PSOL) afirmando que o ex-prefeito Allyson Bezerra (UB) quer governar o Rio Grande do Norte “farmando aura”.
Isso rendeu vários cortes e até o UOL e o Metrópoles reproduziram o vídeo.
Allyson foi bombardeado. Posou de vítima, denunciou um suposto “jogo combinado”. Não havia combinação. Ele é o líder nas pesquisas, favorito para vencer as eleições.
É normal que se torne o alvo preferencial.
Falou de propostas, mas ficou devendo o detalhamento delas, ficando restrito a se gabar dos feitos da gestão e a sugerir uma terceira ponte ligando a Zona Norte de Natal ao restante da cidade — ideia defendida por Natália Bonavides (PT) nas eleições de 2024.
Allyson passou a maior parte do tempo sendo detonado por causa da Operação Mederi e pela aliança com o ex-governador Robinson Faria (PP), o mais impopular da história.
Cadu Xavier (PT) teve que lidar com o passivo da impopularidade da governadora Fátima Bezerra. Não conseguiu explicar como vai pôr os consignados atrasados em dia. Demonstrou nervosismo, principalmente no início.
Álvaro Dias (PL) surpreendeu ao não exibir a truculência que lhe é peculiar. Teve que se explicar sobre a obra da Engorda de Ponta Negra e o hospital inacabado que inaugurou e até hoje não funciona.
Ninguém apresentou um plano para o Estado superar os gargalos de infraestrutura, avançar na recuperação das estradas, acelerar a recuperação dos índices da educação, melhorar a saúde ou conter a escalada da violência registrada ao longo do ano.
Os candidatos perderam uma bela oportunidade de apresentar propostas.
O debate da Band RN entre Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL), Cadu Xavier (PT) e Robério Paulino (PSOL), muito bem conduzido pela jornalista Anna Ruth Dantas, terminou marcado muito mais pelos ataques do que pelas propostas.
Allyson foi o mais atacado, algo natural para quem aparece competitivo e lidera as intenções de voto. A operação da Polícia Federal, da qual ele foi alvo, voltou ao centro das cobranças, e ele reagiu, chegando a desafiar os adversários a retirarem suas candidaturas caso algo fosse comprovado contra ele. Ninguém topou. Também acusou os três outros candidatos de terem combinado os ataques antes do debate. Falou em 167 propostas, mas detalhou poucas. Ainda assim, conseguiu se defender bem diante da pressão.
Cadu Xavier teve uma atuação segura. Fez questão de deixar claro que é o candidato do PT, com Lula e Fátima como referências. Não fugiu da defesa do governo estadual, do qual foi secretário da Fazenda por mais de sete anos. Quando provocado sobre ser “Cadu de Fátima”, assumiu a associação. Politicamente, foi coerente com a estratégia que levou para o debate. Em alguns momentos, passava a sensação de nervosismo – o que não é bom – talvez por ser o único que, pela primeira vez, estava num debate eleitoral.
Álvaro Dias não foi mal, mas também não se destacou. Diria que ficou abaixo das performances de Allyson e de Cadu. Pela experiência de quem já ocupou tantos cargos públicos, no Executivo e no Legislativo, esperava mais. Já era aguardado que ele enfrentasse cobranças sobre a engorda de Ponta Negra e o Hospital Municipal de Natal. Respondeu aos questionamentos, inclusive com o uso de fotos que o ajudou nos argumentos, mas perdeu algumas oportunidades por causa do cronômetro e, em diversos momentos, não conseguiu concluir o raciocínio. É algo a ser trabalhado por sua assessoria para os próximos embates.
Robério Paulino foi quem mais conseguiu furar a bolha. A expressão “farmar aura”, usada contra Allyson, ganhou repercussão nacional. Robério manteve seu estilo provocador e conseguiu transformar uma fala do debate em assunto fora do Rio Grande do Norte.
Se fosse para apontar quem se saiu melhor, colocaria Allyson e Cadu ligeiramente à frente. Robério ganhou em repercussão e Álvaro teve uma atuação regular. No conjunto, porém, considero que houve um empate quádruplo: ninguém saiu do debate grande o suficiente para ser apontado como vencedor, mas também ninguém se saiu tão mal a ponto de comprometer sua candidatura.
O principal problema foi outro: questões essenciais para o Rio Grande do Norte ficaram de lado. O déficit do Ipern, o avanço das facções criminosas e a segurança pública, a situação fiscal e financeira do Estado e a baixa capacidade de investimento, problemas históricos e estruturais, não foram debatidos à altura da gravidade que possuem.
No fim, falou-se muito sobre os candidatos e pouco sobre como (palavra-chave) governar o Rio Grande do Norte.
É com profundo pesar que noticiamos o falecimento do senhor Elenilson Gonçalves Bezerra, de 66 anos, ocorrido neste domingo (9), no Hospital São Luiz, em Mossoró.
O corpo foi velado na residência de sua mãe, Antônia Bezerra, no bairro Barreiras. O sepultamento foi realizado na manhã desta segunda-feira (10), no Cemitério Público Morada da Paz, após celebração na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
Elenilson era uma pessoa bastante conhecida em Upanema, principalmente pelos relevantes serviços prestados na área da saúde. Durante vários anos, quando morou em Fortaleza/CE, ajudou muitos conterrâneos que precisavam se submeter a consultas, exames e procedimentos cirúrgicos na capital cearense.
Neste momento de dor e saudade, manifestamos nossas sinceras condolências aos familiares, amigos e a todos que tiveram a oportunidade de conviver com Elenilson e receber o seu carinho e atenção.
Um dos principais símbolos do processo de privatização dos ativos da Petrobras no Rio Grande do Norte está prestes a protagonizar uma situação, no mínimo, curiosa. Vendidos pela estatal brasileira à iniciativa privada durante o Governo de Jair Bolsonaro (PL) , os antigos ativos do Polo Potiguar agora passarão ao controle de outra estatal: a colombiana Ecopetrol.
A Ecopetrol venceu, na última quarta-feira (5), o leilão da Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA) da Brava Energia. A empresa adquiriu cerca de 25% das ações da companhia por R$ 2,67 bilhões. Somadas às ações negociadas anteriormente com grandes acionistas da Brava, a operação fará com que a petrolífera colombiana detenha 51% do capital da empresa. A liquidação financeira está prevista para 17 de agosto.
Na prática, a Ecopetrol passará a controlar uma das maiores empresas privadas de petróleo do Brasil. A companhia colombiana, porém, tem como acionista majoritário o próprio Estado da Colômbia, que detém 88,49% de seu capital.
Do público ao privado — e novamente ao público
Para o Rio Grande do Norte, a operação chama atenção principalmente pela trajetória dos antigos ativos da Petrobras.
Em junho de 2023, durante o processo de desinvestimentos promovidos especialmente pelos Governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), a Petrobras concluiu a venda do Polo Potiguar para a 3R Petroleum. Foram transferidas 20 concessões de campos terrestres e marítimos, além de uma extensa infraestrutura de produção, processamento, armazenamento, transporte e refino.
A negociação envolveu o Ativo Industrial de Guamaré, unidades de processamento de gás, estruturas de tratamento de petróleo, produção de querosene de aviação e diesel e o Terminal Aquaviário de Guamaré. A Petrobras informou, na época, que o negócio previa pagamentos que totalizavam aproximadamente US$ 1,445 bilhão.
Posteriormente, a 3R se fundiu com a Enauta, dando origem à Brava Energia. Agora, com a aquisição de 51% da Brava pela Ecopetrol, todo esse conjunto de ativos passa a estar sob o controle de uma empresa estatal estrangeira.
O movimento produz uma ironia difícil de ignorar: ativos retirados do controle da Petrobras sob o argumento da abertura ao mercado e da transferência para a iniciativa privada acabam, poucos anos depois, novamente sob controle estatal — só que não mais do Estado brasileiro, mas do colombiano.
Em ação conduzida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) com apoio da Polícia Militar do RN, o ex-marido da ativista Maria da Penha Maia Fernandes foi preso em Natal neste domingo (9). O pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) à Justiça que decretou a prisão preventiva de Marco Antônio Heredia Viveros por descumprimento de medidas protetivas de urgência concedidas em favor da ex-mulher e das duas filhas.
A decisão foi proferida neste sábado (8), após Antônio Heredia ter concedido entrevista para uma emissora de TV nacional sobre o caso envolvendo a tentativa de feminicídio da ativista. O ato violou uma das cautelares expedidas pelo 1º Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza.
Desde 2024, o investigado estava proibido de divulgar informações sobre o processo e de propagar o nome ou a imagem das vítimas em mídias sociais, aplicativos ou qualquer ambiente virtual. Porém, chamadas veiculadas em uma emissora nacional nos últimos dias anunciavam que Antonio Heredia concedeu entrevista ao veículo para uma reportagem com exibição prevista para domingo (09/08). De acordo com a representação do MP, trechos da matéria e conteúdos promocionais estavam sendo divulgados em plataformas digitais e redes sociais, caracterizando o descumprimento da determinação judicial.
Na decisão, a Justiça entendeu haver indícios suficientes da prática do crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência, previsto no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, e destacou que o investigado foi devidamente notificado das restrições impostas e das consequências jurídicas em caso de violação da medida.
Além de decretar a prisão preventiva, também foi determinada a retirada imediata do ar de conteúdos relacionados à entrevista e proibida a veiculação da reportagem ou divulgação em quaisquer plataformas. A Justiça exige ainda a preservação de todo o material ligado à produção do material, incluindo arquivos, registros de edição, contratos, comunicações internas e documentos correlatos, sob pena de multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.
Na decisão, o juízo destacou que a medida visa garantir a ordem pública, assegurar a efetividade das medidas protetivas de urgência e impedir a continuidade da prática delitiva.
O pré-candidato ao Governo do RN, Cadu de Lula (PT), considerado o vencedor do debate promovido pela Band RN, também foi anunciado pela própria emissora como o candidato que teve maior número de buscas na web. De acordo com a emissora durante horas seguidas Cadu de Lula teve seu nome mais pesquisado em diversas plataformas de buscas.
Durante o debate, Cadu protagonizou momentos de reflexão sobre os temas mais sensíveis do Estado, questionamentos enfáticos a adversários e ao mesmo tempo defendeu propostas objetivas para avançar na administração do Rio Grande do Norte.
A parceria entre o Instituto Metadata e o Grupo Dial Natal divulga nesta segunda-feira (10) uma nova rodada da pesquisa eleitoral sobre a disputa no Rio Grande do Norte. O levantamento será o primeiro realizado após as convenções partidárias, período que definiu oficialmente as chapas para as Eleições 2026.
Esta será a quarta pesquisa da parceria Metadata/Grupo Dial e a terceira de abrangência estadual, ampliando uma série histórica que permite acompanhar a evolução das candidaturas em diferentes momentos da corrida eleitoral.
A nova pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número RN-03682/2026. Por captar o cenário posterior às convenções, os números poderão indicar como o eleitorado reagiu à definição dos candidatos, das chapas e das alianças construídas pelos grupos políticos para a disputa.
O levantamento também permitirá comparar o desempenho dos candidatos com as rodadas anteriores e identificar movimentos de crescimento, queda ou estabilidade nas intenções de voto justamente no momento em que a corrida eleitoral entra em uma nova etapa.
Para o CEO do Grupo Dial Natal, Felinto Filho, a sequência de levantamentos permite ir além de uma fotografia isolada e acompanhar as mudanças no comportamento do eleitor ao longo do processo eleitoral.
“Desde o início, a proposta da parceria entre o Grupo Dial Natal e o Instituto Metadata foi ancorar o debate político em dados e números. Essa nova pesquisa oportuniza um olhar para a série histórica de evolução dos candidatos. Agora, com as candidaturas definidas e os movimentos políticos ganhando intensidade, teremos uma nova fotografia para comparar com os levantamentos anteriores e entender como o eleitor está reagindo a esse novo momento da disputa”, destacou Felinto Filho.
Série histórica acompanha evolução da disputa
A nova rodada ganha relevância pela possibilidade de comparação com os levantamentos anteriores. Como será a terceira pesquisa estadual da parceria, os dados permitirão observar tendências e avaliar se a definição das candidaturas durante as convenções partidárias produziu mudanças no cenário captado anteriormente.
Além da pesquisa sobre o Rio Grande do Norte, o Instituto Metadata também registrou um levantamento de abrangência nacional, sob o número BR-05736/2026, relacionado à corrida presidencial.
Os resultados da nova pesquisa Metadata/Grupo Dial serão divulgados em primeira mão no Repórter 98, nesta segunda-feira (10), a partir das 18h. Na sequência, os números terão repercussão nos veículos do Grupo Dial Natal, incluindo a Jovem Pan Natal e o Portal 98.